sábado, 15 de abril de 2017

PÁSCOA


 
Para todos os que comigo partilham a blogosfera, deixo os votos de uma FELIZ E SANTA PÁSCOA!

 

Permite que a cada dia, aconteça a ressurreição do melhor do teu âmago.

 

Desnuda-te do materialismo, preconceito, ódio, banalidade, egoísmo e futilidade.

Só assim se faz PÁSCOA!!!

 

DIOGO_MAR

sábado, 1 de abril de 2017

A VERDADE DO ENGANO


 
Não vejo necessidade em haver um dia dos enganos, já que a nossa vida é um verdadeiro engano.

Desde que nascemos, alguns por engano, até ao fim desta travessia terrena, somos obrigados quer de forma activa ou passiva, a enganarmos e ser enganados.

Desempenhamos um papel, de atores no palco da vida, no qual não nos revemos em larga percentagem.

Asfixiamos de engano, vivemos frustrados de engano.

O engano tem tanto de balsâmico, como castrador, no entanto temos que fazer um exercício aturado esmiuçando onde acaba o engano, e onde começa a mentira, que em muitas vezes se diluem, em indivíduos de personalidade e carácter pantanosos.

O engano institucionalizou-se, disseminou-se feito praga de forma avulsa.

Não faltam por aí vendedores de sonhos enganados.

Damos carta branca a mentira, para de seguida dizer: olha, foi engano!

Acreditamos por engano, sofremos por engano, somos felizes enganando-nos.

Vamos à exaustão para destrinçarmos o engano da mentira, depois, de forma infrutífera, acabamos resignados nas redes do ópio do engano.

Há muita ambiguidade e premeditação no engano para desculpabilizar palavras e actos condenáveis, mas que ficam sob a capa de protecção de ter sido engano.

Não sei se me enganei a escrever estas linhas, mas sempre vos digo:

Desculpem:

Não foi de todo engano!!!

 

DIOGO_MAR

sábado, 25 de março de 2017

MEU NORTE


 
Finto sentimentos que fecundo num peito sedento de identidade

Vida rascunhada pela idade.

 

Rebeldia amordaçada pelo vazio do saudosismo

Pobre prisioneiro de mim jogado no abismo.

 

Asfixio sem encontrar o antídoto que me transporte as minhas raízes

Desfio os anos não encontro a semente das minhas matrizes.

 

Audácia esmagada pelas recordações

Aqui me encontro inerte na sarjeta implacável de emoções.

 

Viela da saudade onde se perdem os meus passos

Encontro desencontrado de momentos amargos.

 

Desgastado pela corrosão déspota da ânsia

Força moribunda sem tenacidade nem esperança.

 

Procura incessante nas gavetas da memória

Marco geodésico janela para a minha história.

 

Torrente de vivências lapidadas num quadro inacabado

Olhar melancólico que desagua na foz do passado.

 

Turbos são os dias desta imagem pardacenta

Peito ceifado pela dor da ausência.

 

DIOGO_MAR

domingo, 5 de março de 2017

PREÇO DE SER CRIANÇA


 
Mordo palavras pérfidas sem destino,

Esperança madrasta no olhar do menino.

 

Imploras o direito a seres criança que te foi roubado,

Sucumbes à economia cega e voraz que te elegeu escravo.

 

Palavras de cosmética podres de hipocrisia,

Aniquilaram a magia de seres criança, mutilaram a tua alegria.

 

Servem-te numa bandeja de crimes hediondos,

Flagelam-te numa carnificina de dias imundos.

 

Horizonte perene onde não cabe o teu brincar,

Olhar mortiço que desconhece o verbo amar.

 

Obrigaram-te a seres ator no teatro de guerra, atribuíram-te papel de escudo na frente de combate,

Atitude insana transformaram-te em carne para abate.

 

Discípulos do xadrez político onde não cabe a razão,

Falsos profetas vangloriam-se impunemente ao inçar a bandeira lúgubre manchada de sangue no pendão.

 

Órfão de sonhos para uma vida, guardião de todas as fantasias,

Jogaram-te na trincheira, arma em riste, dedo no gatilho onde agonias.

 

Mensageiros responsáveis, apregoam serem teu paladino,

Forçaram-te a uma vida de indigência, diluindo-te no lixo do caminho.

 

Agora resta a humilhação de pouco ou nada fazer,

Perdem-se em discursos inócuos, ignoram o teu sofrer.

 

És vilipendiado chacinaram a tua alegria,

Enclausuraram-te na eternidade de uma noite que não se lhe conhece o dia.

 

Tu só pedes ao mundo que te deixe ser menino,

No embalo da estrofe de tão mórbido hino

 

DIOGO_MAR

domingo, 19 de fevereiro de 2017

ENTRE LINHAS


 
Faço por mostrar-te indiferença, para que compreendas que é nessa mesma atitude profilática, que reside o antídoto, para aniquilar o veneno da mentira e do engano, que a tua relutância persiste teimosamente em adiar.

Não sou teu amigo em moldes de completa aprovação e elogios.

Sou muitas das vezes o que menos gostarias de ter na tua frente, porque te provoca, porque te afronta e desmonta os teus planos falaciosos e te alerta para as tuas vulnerabilidades.

Mas por isso mesmo é que sou teu verdadeiro amigo.

Sabes, tu desconheces que a penalização é tão ou mais pedagógica, que a sistemática aprovação avulsa e livresca.

Não gostes de mim, pelo que sou, mas sim pelo que faço.

A artificialidade humana, não é de todo a minha praia.

Para que saibas, até mesmo eu muitas vezes não gosto de mim, mas parto as correntes que me estão a algemar, para cumprir com o pacto que fiz para comigo:

Fiel ao meu trilho, valores e princípios.

Não consinto olhares de serpente que tentam despir-me.

Poucos são aqueles que de facto me conhecem na minha essência.

Prefiro palavras cáusticas, mas verdadeiras, que palavras aveludadas e hipócritas.

Antes fraturante, que consensual e sentir-me prisioneiro de mim mesmo.

A realidade é tão indesejada por alguns, preferem o bálsamo do engano.

Jamais para mim, a mentira é verdade, do mesmo modo que a verdade não é mentira.

Não uso hierarquias para as palavras nem poupo a ironia ou o sarcasmo.

Prefiro morrer de pé, a viver uma vida ajoelhado.

Sou feito de maça bruta, eu sei que sim:

Mas pura e verdadeira.

Sei que magoou e defraudo algumas pessoas próximas, que se renderam a uma vida maquilhada pela superficialidade e aparato.

Mais uma vez reafirmo:

Não é de todo a minha praia.

Acham-me inconveniente, e por vezes austero, por chamar os bois pelos nomes, mas porque ei-de eu dar guarida ou perder o meu precioso tempo a tentar compreender a imbecilidade humana?

Por tudo isto, sou livro sem folhas, sebenta sarrabiscada pela mão trémula de anseios e desvaneios ancorados num cais de palavras sem idade.

 

DIOGO_MAR

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

CONTRAMÃO


 
Serpenteio caminhos onde levitam vontades emolduradas em saudosismo.

Ziguezagueante desfiro paços trôpegos e cambaleantes de recordações passadas.

Onde estou?

Por onde vou, ou quero ir?

Se é que quero!

Ó, fracas são as forças deste sonambulismo anestesiante.

Fraquejo no presente porque o passado me corrói.

Estranho bailado este, onde estou sempre em contradança comigo mesmo.

O relógio vai marcando a caducidade dos dias.

O sol melancólico, apresenta-se envolto numa névoa de desalento.

A cartilha destas linhas desalinhadas reflectem o caudal de um rio esmagado pelas margens.

Esgrimo argumentos desabotoados por fragmentos de histórias, que perpetuam no tempo.

Vivo o presente, sustentado pelo ópio do passado a quem imploro intemporalidade.

Resta-me resignar as mãos de capítulos transportados no regaço da monção que me sacia.

A fonte de quimeras do ontem, rubricam as páginas do presente, tornando o futuro uma incógnita sem prazo nem idade.

 

DIOGO_MAR

domingo, 12 de fevereiro de 2017

PORTO PELA TERCEIRA VEZ ELEITO MELHOR DESTINO EUROPEU


 
A postura do organismo Turismo de Portugal, perante o prémio arrecadado pela cidade do Porto, como o melhor destino europeu revela uma miopia centralista jacobina, é deplorável e vergonhosa a Azia que demonstraram pelo enorme feito, ao terem ignorado o galardão merecidamente atribuído ao Porto.

É quase tão grande o reconhecimento do da cidade do Porto como melhor destino Europeu de 2017 como o tamanho das vossas trombas!

O turismo de Portugal, devia alterar o seu nome para Turismo de Lisboa e Algarve, ou turismo do sul.

Dessa forma poderão ficar com mais tempo para promoverem os vossos quintais.

Limitam-se a só olharem para sul, mas, no entanto, são sustentados pelo Norte, retratam uma pequenez execrável.

Aqui está a prova mais que provada, que vocês são inúteis de todo.

Não precisamos de vocês para promover o melhor destino europeu.

O turismo na cidade do Porto, transpira pujança e felicidade, iremos continuar a ser uma pedra no sapato destes energúmenos.

Falta de respeito gritante.

Organismo de gente mentecapta que só conhece Lisboa.

Acabem de uma vez com estes organismos sorvedouros de dinheiro e que só existem para jobs for the boys.

Lutamos, justamente, contra o centralismo que instituições como a vossa teimam em perpetuar.

Portugal tem de ser visto e tratado como um todo!

O Porto já venceu 3 vezes este título, (2012 2014 2017).

Este ano, venceu mais uma vez ao provar que a nossa voz se faz ouvir. Espero que a tenham ouvido bem!

Este é o sangue e a alma, da invicta Mui Nobre e Sempre Leal Cidade do Porto.

 

DIOGO_MAR